quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Caricas minhas


Glauco Galon/Caju

Uberti 2

Vecente

autoretrato

Autoretrato

Jotapê

Thiago Esser

Ciscai



Juska



Carlos Natan

Rodrigo Chaves


Rafael Sica



Ana Terra



Walter Pax



Ethon



Pedro



Rodi


Ruben




Lau Veras




Mauren


Nicolas


Dudu



Dudu 2




                                    Tuba



Ziraldo



Edgar Vasques


Renato Canini

Luisa Gabriela Dinorah



Hals

Sam Paulo



Santiago



Bier



Autocarica



Guilherme Moojen


Alisson



Edgar Vasques



Ruben




Schröder




Pedro Alice



Rodrigo Rosa



Guaraci Fraga


Maumau



Rafael Correa



Mariana Valente



Pedro Alice



Trazon



Mauren



Uberti



Gabriel



Insekto


Martin Suffert



Autocarica



Autocarica



Autocarica



Edgar Vasques




Moa



Autocarica




Claudia Pomba





Autocarica




Bier




Santiago




Thiago Esser




Silvio Silveira Santos


autocaricatura

Cenas do documentário 'Coojornal - um jornal de jornalistas sob o regime...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

BRIZOLA TINHA RAZÃO, EM PARTE. O OPERÁRIO TEM RAZÃO, EM OUTRA PARTE: A ação contra o tráfico no Rio e a esquerda.

BRIZOLA TINHA RAZÃO, EM PARTE. O OPERÁRIO TEM RAZÃO, EM OUTRA PARTE:
A ação contra o tráfico no Rio e a esquerda.

Gustavo Arja Castañon


“Quem poupa o lobo, condena à morte as ovelhas”


Victor Hugo


Caros companheiros da esquerda brasileira, quero dizer diretamente, que eu, carioca, não compartilho com a indignação de parte de vocês com os acontecimentos dos últimos dias no Rio.
Eles são fruto de duas coisas bem conhecidas de todos. A primeira, que só a educação pode mudar o futuro. Brizola falava quase trinta anos atrás: “Vamos cuidar de nossas crianças!”, “vamos tirá-las das ruas, dar-lhes educação em tempo integral”. Ele construiu 500 Cieps. A direita achou o programa muito caro. A classe média achou o programa muito caro. O Garotinho achou o programa muito caro. O PT achou o programa muito caro. Destruíram seu legado. Tai o preço que o futuro cobrou. O “Zeu” é uma das crianças que o Brizola queria educar e ninguém deixou.


Brizola tinha razão.


A outra causa é também bem conhecida de todos. Não se resolve o crime já instaurado com educação, com ONGs, com discurso. A educação não pode mudar o presente. O mal armado, violento, rancoroso, lucrativo, às vezes psicótico, tem que ser enfrentado com repressão. Repressão armada. Você que está lendo sabe disso. A ação repressiva do estado ao crime, é tão expressão de democracia quanto um processo eleitoral. Democracia é lei. É direito. Não é liberdade para cercear a liberdade de inocentes. A esquerda tem que parar de tratar toda e qualquer ação repressiva da polícia como repressão econômica, política e social. Isso é repugnante moralmente. Isso afasta o eleitorado trabalhador de nós, e é confundido com apologia e cumplicidade com o crime.


Brizola não tinha razão.


E pagou o preço político por estar errado nisso.
O debate destes dias no Brasil é fruto do confronto de duas visões de justiça, na minha opinião, totalmente perversas. A primeira, geralmente da esquerda, tem o foco na recuperação do marginal, preocupado com as condições de injustiça que levaram ele até onde ele está. A segunda, geralmente da direita, tem o foco na repressão ao crime para manter uma paz sem justiça, que sustente as estruturas da falta de distribuição de renda e oportunidades. É a política da vingança contra quem tira o sono da classe média alta.
Eu chamo a primeira de satânica, e a segunda de fascista. E eu vou dizer porque uso o termo ‘satânico’: é porque diante do assassinato, roubo e estupro de pessoas inocentes, dirige seu olhar não para as vítimas, mas para o coitado que se desumanizou (se não era psicopata), que se tornou um demônio criminoso. A identificação é com o demônio, não com a vítima.
O que justifica o cerceamento da liberdade de um indivíduo é somente o cerceamento da liberdade de outros indivíduos. Um criminoso cerceia a liberdade e o direito de outros indivíduos para exercer seus desejos, portanto, em nome da liberdade e dos direitos dos outros cidadãos, seus direitos, e às vezes, sua liberdade, são cerceados. Tudo além disso, é autoritarismo.
A prioridade da justiça e do aparelho repressivo do estado não é recuperar um único criminoso pra sociedade, isso é secundário. A prioridade é garantir a liberdade e a segurança dos milhares de seres humanos que ele ameaça com sua existência degenerada. Aquelas injustiças que ajudaram ele a se degenerar, quando não foi o gene (3% da população é de psicopatas), a gente luta pra mudar. Mas com os já degenerados, só a repressão. Qualquer coisa que não seja isso, está condenando as vítimas. Como dizia Victor Hugo, em "Os Miseráveis": "Quem poupa o lobo, condena à morte as ovelhas".
Diante de um criminoso contumaz, o que interessa o que deixou ele assim? Isso interessa para nossas crianças, como dizia o Brizola. O principal investimento em segurança é em educação. É, um dos dois. É o do futuro. O do presente, é a repressão daqueles que traficam, estupram e assassinam, e que nada mais pode mudar. E se pudesse, que importa? O que importa são os inocentes que estão sendo estuprados e mortos. O foco é a liberdade de todos, e não a condição daquele que está cerceando isso.
Lamento pelas mortes inocentes (de policiais e moradores) nas favelas nesses dias de incursão. É claro. É óbvio. Não é discurso inverossímil de quem não se importa com ninguém nem na hora do voto. É por essas pessoas que eu luto toda eleição.
Mas o Governo Sérgio Cabral e o Governo Lula têm que ser apoiados por estarem tentando enfrentar de frente o problema da repressão ao aparelho do crime organizado. O quanto esta política é efetiva ou está correta, nós temos que discutir. Mas nós estamos sim em guerra civil, há muito tempo, não foi a Globo ou o Bispo Macedo que inventaram isso. Quando a polícia sobe morro, os cidadãos da classe D e E correm mais riscos, quando marginal assalta e rouba no asfalto, cidadão da classe C e B corre mais risco. A culpa, nos dois casos, não é da polícia, é dos marginais.
O Governo Sérgio Cabral tem que ser criticado por uma falta de política para o futuro, que é a educação. O Governo Lula, apesar de tudo que melhorou na educação brasileira, também não priorizou a educação básica.
Mas a crítica por o Governo Cabral E O GOVERNO LULA terem começado pela zona sul o programa das UPPs e da invasão do estado, é também equivocada. O governo tinha que começar pela zona sul sim. Por três motivos. Primeiro, porque É A REGIÃO MAIS DENSAMENTE POVOADA DO RIO. Rico e classe média também é gente. Segundo, nós temos uma copa do mundo e jogos olímpicos para organizar. Podemos ser um dos maiores destinos turísticos do mundo. Isso é renda e desenvolvimento. Temos que acabar com a insegurança nas regiões turísticas do Rio. Terceiro, porque, no Rio, tem que varrer os marginais do centro pra periferia. O centro da cidade do Rio, geograficamente, é na ponta do território. Se a ação começa pela periferia, o crime se concentrará no centro (na ponta), que é mais densamente povoado e economicamente mais vital.
Não vamos mergulhar no delírio de que a Globo e a Record estão inventando o apoio dos moradores. Quando a polícia entra, esculacha, e depois vai embora, é claro que eles são contra, porque pra eles só tem a tragédia sem o benefício. Também é claro que num universo de mais de 300 mil sempre haverá ao menos 30 contra. Mas se o estado promete ficar, Deus, é tudo o que estes trabalhadores querem.
E chega de criminalizar a polícia, instituição. Chega. Isso é uma perversão. Se a polícia é corrupta, então as ONGs são corruptas, a Justiça é corrupta, o ministério público é corrupto, o governo é corrupto, a igreja é corrupta. Não. Corruptos são pessoas. As instituições são uma abstração. A polícia não é corrupta em essência, ela existe para combater formas de corrupção.
A esquerda brasileira é neste ponto tão equivocada, que muitas vezes chega a declarar que entende a reação violenta de um criminoso, mas jamais da polícia. Que essa não tem o direito de decidir quem deve morrer. Engano. Nossa lei dá esse direito. É simples: deu voz de prisão, resistiu, têm. Atirou contra a polícia ou as forças do Estado, têm. Ou o policial é o único trabalhador que deve aceitar a morte sem reagir? Meu Deus, quanta inversão de olhar.
Eu não sei se os policiais são heróis. Sei com certeza que muitos são o contrário. Mas eu sei de uma coisa, com certeza, adivinhem só: O POLICIAL É UM TRABALHADOR! E que trabalhador! Eles são as pessoas mais massacradas de toda nossa sociedade, pobres usados como buchas para assegurar a ordem de uma paz sem justiça, escrotizados como vilões assassinos pela maioria da esquerda, explorados como lixo humano pela maioria da direita, e garantindo o pouco de ordem que temos. Deus tenha piedade da alma destes homens que colocamos no esgoto por nós.
Parabéns trabalhadores da polícia, trabalhadores do exército, trabalhadores do Alemão, parabéns Governador Sérgio Cabral, parabéns Presidente Lula. Talvez o operário, trabalhador, ex-morador de comunidade carente que ensinou a direita a governar, ensine também os intelectuais de esquerda a pensarem diferente sobre política de segurança. Ou não é só a direita arrogante demais pra aprender com um operário?
Texto extraído daqui.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A entrevista de Lula aos blogueiros

Claro & Oscuro

Por Eduardo Simch

Consuelo desde menina ordenava e era servida por vários empregados adultos e submissos. Não entendeu quando a porta foi arrombada e Pancho gritou: podem charquear as cadelas. Pétreo era o olhar da velha mãe de Consuelo, pois o homem trazia o coronel, seu marido pelos cabelos, apenas a cabeça do velho. Todos os empregados festejavam junto aos revolucionários. A filha Natália de sete anos agarrou-se nas pernas da mãe apavorada pelo rastro de sangue. Consuelo sentiu o hálito de tequila do bandoleiro que arrancou a criança de si. O disparo de arcabuz fez cair o reboco do teto balançando o lustre de cristal. Poupem as crianças, ordenou Emiliano.  Pancho saiu da sala arrastando a mãe de Consuelo seminua. O resto do bando o seguiu. Todos os homens da família e fiéis serviçais foram decapitados. Emiliano Zapata, Consuelo e a menina ficaram sós na grande sala. A mulher abriu os botões e deixou o vestido cair revelando um belo corpo. Emiliano a olhava nos olhos, Consuelo mantinha o olhar. O revolucionário virou-se e saiu batendo a porta atrás de si, deixando mãe e filha abraçadas. 

sábado, 20 de novembro de 2010

Dentes e formigas

Brancaleônica guerrilha, heróica, poética, visionária, pretenciosa, ingênua, torturada e mártir. Otilha,19 anos. Recorde,140 horas sem cantar. O sangue escorria, os pedaços ficavam no ralo entupido de cacos, cascas de banana e centenas de pontas de cigarros. Para de fumar tenente!
"Dói mais em mim do que em ti," disse o canalha. Nunca esqueci o olhar, não o do verme, o da moça, é o mesmo de hoje. Contei 16 pauladas nas costas com um 8x8, pedaço de pau de 8cm X 8cm usado para espancar presos, ela vomitava mas não dizia palavra. Adiantavam o relógio, pois 24 horas sem comunicação a guerrilha saia do "aparelho".O preso resistia 24hs e aí podia falar q ninguém seria pego. Ciente da maracutaia dos torturadores, perdida no tempo mas firme no caráter sofreu horrores e não cantou. 140 horas.Taquiupariu!! Tosca e coberta de zinco é a Cadeira do Dragão. Uma ponta do fio foi enrolada no canino e a outra introduzida na vagina. Lá vem a "maricota". Urro apavorante, urina, fezes, lágrimas e sangue. Oito vezes. O chorume trouxe a baga de cigarros, algemado peguei e mastiguei. Amarga é a vida. Abri os olhos em dois minutos, Otilha passava a mão na minha cabeça.Vestia um casaco de fatiota puído sobre o corpo nu."Seis dias," falou. "Dois minutos" discordei."Seis dias" enfatizou com lábios esborrachados de pancadas. "Porque continuo algemado" quis saber. Otilha chorou. "Abraça os joelhos" disse "Branco" e passou o cano de ferro entre meus braços e pernas. Pau de Arara. Olhava no chão uma coluna de formigas. O tenente lustrava os coturnos, Branco não cuidava os sapatos, não via além de um metro do chão. Dois dentes cairam por cima das formigas. Cocei a cabeça com as duas mãos, só então notei que estava sem algemas. "Água?" ofereceu o preso barbudo, bebi tudo."Que dia é hoje?" indaguei. "Nós vamos sair", disse o homem. "Sequestraram mais um embaixador", completou. Um metro e oitenta e três de altura e 53kg entrei no avião.

Eduardo Simch

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

OS “MISERÁVEIS” E O AUTOMÓVEL

por Laerte Braga

Uma jovem francesa de nome Sabrina foi trocada pelos pais como parte do pagamento por um carro usado. À época tinha 23 anos e hoje tem 30. Doente, foi deixada à porta de um hospital em estado lastimável. O fato não aconteceu no Irã, mas na França, na cidade de Melun.
O jornal francês LE POST cita os nomes dos proprietários do carro, Franck Franoux e Florence Carrasco. O valor estimado da prestação paga em forma de Sabrina foi de 750 euros, algo como 1 760 reais.
Sabrina viveu em cativeiro entre 2003 e 2006, acorrentada a um abrigo. Tomava conta dos filhos do casal, foi queimada várias vezes com pontas de cigarros, ferro quente, espancada com barras de ferro e obrigada a manter relações sexuais com outros homens que pagavam ao casal para isso (naturalmente por conta de outras prestações atrasadas).
Quando largada às portas de um hospital em Paris ela não tinha dentes, pesava 34 quilos e foi submetida a várias cirurgias para reconstrução de nariz, orelhas e ainda hoje se encontra em “estado físico e psicológico deploráveis”.
Os pais e os que receberam Sabrina em pagamento estão sendo julgados e podem ser condenados a até 15 anos de prisão, mas dependendo das tais prestações, quem sabe, a pena mínima é de dois anos.
Luís Carlos Prates é um comentarista da RBS/GLOBO em Santa Catarina. Segundo ele “esse governo espúrio popularizou o automóvel e quem nunca leu um livro tem um carro”. Comentava o número de acidentes e mortos no feriadão do dia 15 de novembro. O livro a que se refere deve ser MEIN KAMPF, o único que provavelmente folheou. Leu as orelhas, mas absorveu o espírito. Registre-se que o comentário foi em estilo furibundo, salvador da pátria, faltou só o anauê ao final.
Na opinião do distinto os onze mortos em acidentes no feriadão de finados e os vinte nesse da proclamação da República se devem a isso. Para Luís Carlos Prates as pessoas ficam desatinadas para sair a qualquer custo. Maridos que não se entendem com mulheres, ou vice versa, tentam, através do automóvel, vencer curvas invencíveis na frustração do casamento fracassado. Já imaginou ficar um feriadão olhando a cara metade, ou o cara metade? É o raciocínio do comentarista padrão global.
E é bem o padrão GLOBO, aquele do BBB onde o diretor tem o hábito de jogar água suja nas pessoas que julga vadias. Nem Lúcia Hipólito no dia que estava bêbada.
O comentário do cidadão está em
http://www.youtube.com/watch?v=uwh3_tE_VG4&feature=player_embedded

O prefeito da cidade de Detroit, a maior concentração da indústria automobilística em todo o mundo, está abrindo mão de 40% da área do município abandonada por desempregados hoje vivem em abrigos, nas ruas, em trailers, num país onde a taxa oficial de desemprego é de pouco mais de nove por cento, mas o governo nos bastidores admite que ultrapassa a vinte por cento. Qualquer semelhança com manipulação de números durante a ditadura militar ou o governo FHC não é mera coincidência.
É culpa da China.
A consultoria ECONOMATICA fez um levantamento sobre empresas na América Latina e nos EUA e concluiu que a PETROBRAS é a segunda maior empresa latino americana e nos EUA, com um patrimônio líquido de 175,5 bilhões de dólares.
O desespero do comentarista deve ser rescaldo da derrota de José FHC Serra. É que esse patrimônio foi recuperado pelo governo brasileiro e a perspectiva é que a empresa se torne a maior do setor petrolífero do mundo nos próximos anos.
Não vira PETROBRAX como queriam os tucanos.
Breve nos classificados de jornais de alto gabarito aquele anúncio troco filha loura, um metro e setenta, forma física de assombrar, carinhosa e meiga, faz serviços domésticos e de cama, por OPALA em boas condições, tratar pelo telefone 00000000.
O espetáculo “é o momento histórico que nos contém” (DEBORD).
E vai daí que, sem saída, o modelo falido, os norte-americanos decidiram apelar para a máquina de imprimir dinheiro, despejar toneladas de dólares verdadeiros/falsos mundo inteiro, no afã de recobrar o status de Disneyworld dos “miseráveis”, na falácia da “guerra do ópio” neoliberal.
Um relógio produzido em compartimentos segmentados de trabalho escravo, mão de obra barata e vendido na Quinta Avenida a não miseráveis que concentram todo o poder e riqueza do mundo, enquanto Obama finge que governa alguma coisa.
Leão desdentado é um trem, leão enfurecido é outra coisa, leão fracassado é um perigo maior ainda. O risco de perder a juba torna os EUA um conglomerado doentio e ameaçador.
No chamado vale do silício, na Califórnia, executivos de grandes empresas falidas na crise da soberba capitalista, abençoados por Bento XVI, como o fora por João Paulo II, passam o chapéu e alguns, os que aprenderam, ensaiam acordes em violões desafinados sem a menor sintonia com o sentido João Gilberto de ser.
As empresas? Imensos desertos varridos pela loucura dos arsenais capazes de destruir o mundo cem vezes.
O ser humano?
No filme O INCRÍVEL EXÉRCITO BRANCALEONE, de Mário Monicelli, o notável Vitório Gassman, quando percebe esgotadas todas as tentativas de ascender ao baronato, toma o rumo da Terra Santa. À frente um profeta e um sino à moda daquelas tropas de burros.
O problema todo é que a Terra Santa é propriedade privada do terrorismo sionista, escritura outorgada pelo Todo Poderoso, o deles evidente e lá se cobra ingresso para pedir perdão e para espetáculos de palestinos/palestinas sendo torturados, estuprados. Assassinatos custam um pouco mais caro, afinal os custos são altos e com a crise do patrocinador, os EUA, é preciso fechar o balanço no mínimo empatando a casa das despesas com a das entradas.
Se o distinto turista tiver sorte e dispuser de informações privilegiadas pode ser seduzido por uma agente do MOSSAD. Existem autorizações expressas na lei e nos fundamentos do sionismo para esse tipo de ação. O diabo é depois.
Acaba morto num quarto de hotel em Dubai.
Há anos atrás o programa GLOBO REPÓRTER mostrou uma simulação interessante produzida por um tevê norte-americana. Se todos os carros saíssem a um só tempo numa determinada cidade, acho que New York, nem haveria como chegar e nem haveria como voltar.
Cerca de 15% da população dos EUA teve dificuldades em colocar comida à mesa no ano de 2009. Passaram fome. Como registra Milton Temer, já imaginou se isso fosse em Cuba onde a saúde e a educação pública de boa qualidade alcançam a totalidade das pessoas?
O que a REDE GLOBO não faria?
Balela? Informação do próprio Departamento de Agricultura do governo do império.
Nos castelos de Wall Street tudo bem, lagosta.
Nos arredores de Detroit quem sabe calangos?
Será que a indignação do comentarista da RBS/GLOBO, assim como alguém que se revolta com uma baita injustiça foi a mesma quando o filho de um diretor da empresa da qual é empregado estuprou com alguns amigos uma colega?
Foi não, enfiou a viola no saco. A indignação com “miseráveis” andando de automóvel é puro preconceito e a dedução sobre maridos e mulheres insatisfeitos é patologia comum a globais de qualquer dimensão. No caso, ele é de quinta ou sexta.
Importante são as receitas de Ana Maria Braga e os passeios de Susana Vieira no shopping com os cãezinhos e o namorado.
Um dia, quem sabe não custa ter esperança, televisão brasileira chega a um estágio em que a debilidade mental que resulta do ódio e do preconceito não seja a regra. Sem robôs como Bonner e sem comentaristas do naipe de Luís Carlos Prates.
Olhe, houve um tempo que num só jornal se juntaram, Nélson Rodrigues, Sérgio Porto, Antônio Maria, Luís Jatobá, isso apesar de Flávio Cavalcanti, mas noutro canal.
Que pena, a invenção de Ford para as elites saírem do pesadelo das diligências acabou nas mãos de “brasileiros miseráveis”, por obra e graça de um governo “espúrio”.
Cretinice não é bem a palavra, nem canalhice, difícil mensurar.
Deve estar pensando em servir em São Paulo, em posição de sentido para o esquema FIESP/DASLU. Só pode. Ou então nas pessoas que comem por conta do “governo espúrio”. Medo de faltar caviar.

Texto pescado daqui.

sábado, 9 de outubro de 2010

Na balança, o debate que interessa!

Infográfico ilustrado comparativo entre o governo Lula e o governo FHC. Clique na imagem para ver maior e divulgue como puder. Por Bruno O. Barros em sua página. Pescado do Dialógico.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pequeno balanço do Governo Lula

Primeiro Governo Lula
Posted by arnobiorocha em setembro 8, 2010 

Devemos lembrar-nos do ano de 2002, para entendermos o primeiro Governo Lula e o exato contexto de mudanças:

Situação Política e Econômica pré Lula:

1- Janeiro de 1999 uma desastrada maxi-desavalorização do real elevou de 1, 12 para 2,17 em apenas uma semana;
2- O governo privatista FHC se esgotou em 15 dias após a posse;
3- Os três anos seguintes foram de extrema letargia, baixo crescimento e todos os “ganhos” das grandes privatizações foram consumidos no imenso déficit das contas públicas;
4- O maior caos político-administrativo foi o apagão energético, com Ministério de Minas e Energia esvaziado sobreveio o maior vexame da história recente, país não podia crescer por falta de geração e/ou transmissão de energia produzida;
5- Apesar da melhoria da economia em 2001 o governo politicamente estava derrotado;
6- Iniciado o ano da sucessão a oposição comandada por Lula era amplamente favorita;
7- Abril de 2002 o Dólar estava no cambio flutuante no valor de R$ 2,32. O risco país em torno de 800 pontos (dados do BC);
8- A candidatura governista e da imprensa e dos empresários o Sr José Serra não alça vôo é uma candidatura que ruma ao fracasso;
9- Em meados de abril/2002 o Sr Luiz Fernando Figueiredo Diretor de Política Monetária do Banco Central modifica a política de prefixação de rendimentos dos fundos de investimentos. Antecipando os vencimentos dos títulos públicos fixados em dólar;
10. A medida, aparentemente técnica, na verdade revela-se uma tentativa de golpear a oposição, pois com ela todos os índices econômicos são alterados radicalmente;
11. Em um mês o dólar salta pra três reais, o risco país vai a 1500 pontos. A imprensa pró-FHC e seu candidato espalham boatos que a culpa deste desarranjo é a expectativa de Lula ser Presidente;
12. Este clima de terror eleitoral foi maligno para o país entre o primeiro e o segundo turno o dólar chegará a 4,04 e o risco pais a 2500 pontos, o IGPM que remunera alugueis e tarifas públicas vai a 30%;


Lula recebe a “herança maldita”


A maior herança do FHC foi um estado falido, sem reservas cambias, expectativa inflacionária crescente, havia previsões de até 30%(IGPM e INPC) em 2003, taxa de juros em 23,5%, cambio de 1 US$ equivalia R$ 4,04, risco país em 2400 pontos, a falência levara ao apagão por incapacidade produtiva. Os principais ministérios apenas cumpriam funções simbólicas, tendo o Estado sido “terceirizado” para agências reguladoras e todas as agências capturadas por aliados do antigo governo. O que sobrou do sucateado estado brasileiro tinha uma gama de terceirização escandalosa.
O país acaba pedindo 25 bilhões de dólar ao FMI em Dezembro de 2002 e aumenta a taxa de juros para 23,5% ao ano. O novo governo tem de lidar com um país saqueado, política de terra arrasada. Todos os planos de mudanças urgentes e estruturais serão adiados, pois se precisa primeiro não deixar o país falir de vez. Todo o esforço de Lula foi convencer aos empresários e investidores estrangeiros que ele não porá fogo ao país, não dará calote, não deixará de cumprir os contratos mesmo àqueles que foram draconianamente elaborados.
Destas breves linhas depreende-se que o novo governo começa administrar uma máquina que tem pouco controle e domínio, a própria inexperiência de Governo Central joga contra Lula. O grande desafio era não cair em 6 meses como maquinavam FHC e seus aliados, este só se mudou de Brasília em fins de junho de 2003, achando que o governo cairia e ele seria chamado para “salvar”o Brasil.


As grandes Expectativas


Lula chega ao poder central depois de 25 anos das grandes greves do ABC que o projetara como grande líder de massas, não forjado em escolas tradicionais de sindicalismo comunista. Ele forja-se como peão que cresce dentro de uma fábrica num regime de exceção cujas liberdades sufocantes é a mola mestra do crescimento econômico, mas na segunda metade dos anos 70 os militares já não davam conta nem do crescimento econômico, bombardeado pela crise do petróleo, muito menos das demandas sociais por liberdade política. A esmagadora vitória do MDB em 74 e 78 prepara um novo ambiente.
As greves de 78/79 lideradas pelo metalúrgico até então desconhecido, são o tiro que faltava para deflagrar o grande movimento pela anistia, liberdade política. Em 80 a ultima tentativa dos militares foi liberar os partidos, com claro objetivo de dividir as oposições, daí surge a grande novidade política do Brasil, o PT.
Sem muitas delongas, este não é objetivo aqui, o PT se forja como a opção vinda da classe trabalhadora mais vitoriosa do país, desde seu inicio identifica a necessidade de chegar ao poder, e nove anos depois chega ao segundo turno da eleição presidencial deixando para trás lideranças expressivas como Brizola e Ulisses. Lula se consolidará como alternativa de poder nas próximas eleições, carregando consigo todo um simbolismo de lutas sócias e transformações.
Talvez lidar com estas grandes expectativas seja a parte mais complexa da montagem do governo inicial, como atender demandas reprimidas num ambiente econômico tão ruim?


2003-2005 Apenas lutar para sobreviver


Desde a montagem da equipe e de algumas medidas houve acertos óbvios e erros clamorosos inoperantes. A equipe econômica não poderia fugir da lógica do mercado, não havia qualquer espaço de manobra e as medidas tomadas foram coerentes com o momento para dar fôlego futuro: 1) Exportações; 2) controle da inflação; 3) aumento do salário mínimo acima da inflação, nada mais podia ser feito de substancial.
Do ponto de vista social o grande acerto foi o lançamento da “Fome Zero” era mais que uma marca, um compromisso para aquele tempo, mas faltaram gestores que entendessem profundamente como montar um programa social tão amplo.
Do ponto de vista político a não vinda do PMDB ao governo causou graves transtornos ao governo mesmo sendo vitorioso na eleição majoritária o governo era ampla minoria no congresso o bloco efetivo que venceu a eleição só tinha 192 deputado e pouco mais 20 senadores.
Os operadores políticos de Lula foram para tática de ganhar apoio no varejo e em bases partidárias que não tinham compromissos algum com o projeto, a troca de favores e futuros financiamentos de campanha virou a moeda de troca, notadamente com o PTB de Roberto Jefferson, que foi o partido escolhido para desembarcar estes “apoios”. A lógica traçada por Zé Dirceu deste tipo frágil de apoio desembocará no Mensalão, o valerioduto criado pelo PSDB mineiro, foi amplamente usado pelos operadores Petistas, a grande diferença é que, no caso mineiro não havia interesse em denunciá-lo. No caso de Brasília tornou-se o escândalo nacional, a mídia amplificou as denuncias, CPIs e toda sorte.
Por um erro tático de FHC e aliados, que achavam que Lula iria sangrar em praça publica e desagregar seu governo, ele não foram à frente com o impeachment. Por esta lógica qualquer candidatura de oposição bateria Lula no primeiro turno, este foi refresco melhor que Lula poderia receber.


2005-2006 A grande virada


Com a saída de Zé Dirceu do Governo, Lula teve as rédeas totais do seu destino, não sei se consciente ou não, mas as escolhas para reconstruir o governo foram decisivas, em particular a de Dilma para Casa Civil.


Fator Dilma


Ninguém prestou atenção quando Lula nomeou Dilma para Minas e Energia, o único fato relevante era que ela fora guerrilheira, presa política, torturada e que depois no RS se tornara economista e tinha sido uma importante gestora do Governo Olívio Dutra.
No Ministério da Minas e Energia revelar-se uma grande gestora, do país sem energia, com déficit absurdo que fazia com quem não se pudesse ousar em qualquer crescimento econômico, pois a energia estava sob racionamento, ela consegue reverter o quadro de forma rápida e eficaz, sem prejudicar a população, pois esta não foi chamada para pagar a conta, diferentemente dos impostos anti-apagão de FHC.
A ida dela à Casa Civil muda completamente a lógica de funcionamento do Governo, sua dinâmica, perspicácia, dureza começa a dar outra cara administrativamente ao governo. Na pratica Dilma converte-se em Ministra chefe, liberando Lula das tarefas cotidianas e sendo a figura publica necessária ao seu governo.


Segundo Governo Lula e grande crise de 2008


2007-2008 PAC e Crescimento sustentado


Novo Governo Lula é totalmente diferente do primeiro, se livra de vez de todas as heranças malditas e passa a pensar o país mais em longo prazo, o maior acerto foi o PAC, que é um conjunto de iniciativas articuladas por todos os entes federativos visando alavancar o crescimento sustentado.
Por iniciativa da Casa Civil foram listadas todas as obras, projetos, combinando orçamento da União evitando desperdício e usando uma lógica de combate ao desemprego, articulação de setores da economia e preocupação social. Em particular os recursos são destinados para saneamento, infraestrutura(estradas, portos, aeroportos),habitação, hospitais. Foram dois anos de intenso crescimento econômico, geração de emprego e renda.


A queda do muro de Wall Street – Setembro de 2008


A lógica de produzir fortunas a qualquer custo, em particular às alavancagens bancárias, foram criando ondas especulativas em a “riqueza virtual” superava em até 10 vezes a riqueza real. A necessidade crescente de guerras e conflitos para revigorar a produção de capital a emissão de moedas e o endividamento do USA, combinado com a inversão de fluxo de capital dos países periféricos para o centro criou o caldo de cultura para a futura crise.
A redistribuição da produção, privilegiando China e Índia, com a visão de barateamento ao extremo dos custos, leva conseqüentemente à desindustrialização dos grandes centros, começa um ciclo de sobrevivência das famílias através de empréstimos bancários cada vez mais “generosos”, uma bolha de consumo nunca vista na história ameaça todo o sistema. Grandes corporações americanas passam a ter mais “lucros” com atividades interbancárias de empréstimos do que com o produto vendido, caso exemplar da GM, Ford.
Os bancos como bombeadores do sistema com seus imensos créditos sem lastro vão à bancarrota de forma inacreditável, no espaço de 45 dias as maiores instituições bancárias do mundo falem sincronizadamente.


Socorro neoliberal pelo Velho ESTADO


Seria cômico se não fosse trágico, mas o Estado vilipendiado pelo neoliberalismo virou o socorro às estas almas carentes de fé na sua ideologia, todas as práticas e discursos foram esquecidos e como na música do Chico a fila para Geni salvar tinham todos os personagens.
Em poucos dias o USA elegeu Obama, quase 30% da economia americana foi formalmente estatizada, a dívida líquida e o déficit público as jóias da coroa neoliberal foram enfiadas no saco, a prova cabal de que a ideologia e a política não resistem a dinâmica de crise econômica produzida pelo capital.


O Brasil e o neoliberalismo


Como falamos acima nenhum projeto político ficou imune a lógica Neoliberal, o do PT de Lula se adaptou a este mundo, mas por uma condição particular de extrema miséria e às doses cavalares do receituário neoliberal aplicados aqui, já se começava a gestar iniciativas tímidas de tentativas de fazer algo diferente à política dominante.


Dois fatores foram fundamentais:


1) Diminuição da dependência americana, busca de novos parceiros comerciais;
2) Rompimento com a política de privatizações, que preservou o Banco do Brasil a CEF e a Petrobras;


Mesmo sob críticas ferozes Lula buscou desde 2003 remar lentamente contra a maré, fez um excelente política externa coordenada por Celso Amorim, aproximando da China, da África e uma aliança estratégica com a Europa, em particular com a França.
Impulsionou o G20 grupo que passou a ter voz ativa na OMC e fazer frente às demandas dos países centrais de maior exploração dos recursos destas nações e imposição de seus interesses de privatização e invasão de seus produtos.
A segunda política, a de parar as privatizações salvou um pouco do patrimônio público e deu margem de manobra para impulsionar uma política de desenvolvimento incentivado pelo Estado.
A Petrobrás que quase fora privatizada por US$ 3 bilhões em 1999, em janeiro 2003 tinha seu patrimônio em US$ 20 Bilhões, em janeiro de 2010 ela vale US$ 200 Bilhões e movimenta cerca de 10% do PIB, sendo hoje a quarta maior petroleira do mundo. Os ganhos do Pré-Sal podem definitivamente tirar o Brasil da miséria endêmica.


O Brasil e a grande crise


Aos primeiros sinais da crise Lula, falou que ela seria uma “marolinha”, quase foi massacrado pela mídia e seus acólitos no parlamento. Porém ele jogou todo seu patrimônio político no combate a crise, enfrentou-a de peito aberto, com o significativo pronunciamento no natal de 2008.
Lula jogou todas as suas forças e recursos do Estado para que o Brasil fosse pouco atingido pelos efeitos da crise, importante lembrar os coveiros (Miriam Leitão, Sardenberg, PSDB e DEM) que torciam entusiasmados com a possibilidade de derrotar o governo, todo dia eles comemoravam um número ruim que saiam, em abril chegaram a dizer que o desemprego iria explodir em 2009, que a geração de novos empregos seriam nulas. No parlamento a ‘“marolinha” era motivo de chacota, os programas eleitorais do DEM/PSDB/PPS repetiam as piadas sobre a crise.
Logo em junho a situação se reverteu, o pior passara, o crescimento seria ZERO, mas o mundo todo em média seria de -4%, ou seja, estávamos no Lucro. A previsão de geração de emprego foi de 1 milhão.
Lula passou a ser visto no mundo como o “CARA” nas palavras de Obama, sua rapidez de agir, firmeza e principalmente a confiança de que só nós podíamos vencer a crise convenceu a população de que era possível.


A mídia e os resultados de 2009


Olhando a tabela acima sobre os números da economia mundial e comparando com os do Brasil abaixo:


Dívida Publica x PIB


Em Dez/2008 = 37,3 % do
Em Dez/2009 = 42,96%

Supervit da Contas Públicas X PIB

Em 1999 = 3,26%
Em 2000 = 3,46%
Em 2001 = 3,64%
Em 2002 = 3,89%
Em 2003 = 4,32%
Em 2005 = 4,85%
Em 2008 = 3,54%
Em 2009 = 2,06


Mesmo com toda crise nossos números são extremamente favoráveis, mas lógico que donas Miriam, Sardenberg da vida e PSDB/DEM acham que estamos no casos pois geramos só 995 mil empregos(5 mil a menos do que previsto), que nossa dívida publica aumento e o superávit caiu.
Como há muitos incautos é bom comparar com o mundo e ver o porquê Lula foi agraciado em Davos e nossos brilhantes “economistas” (não seria apenas torcedores?) não entendem nada de nada. Ademais a oposição entra em pânico ante os números das pesquisas.
Vendo isto hoje, vejo que precisamos urgente de um filme “Adeus, Reagan”, duro é saber quem faria o papel da velhinha Neoliberal, sugestões?


2010 auspicioso crescimento


Chegamos a Setembro de 2010 com uma perspectiva de crescimento vigoroso de 7,3%, todos os indicadores econômicos em alta, vejamos a herança que Lula deixará para seu sucessor:


1) 14 milhões de novos empregos, taxa de desemprego mais baixa da história;
2) De Janeiro de 2003 a Junho de 2010 43% a mais de empregos formais;
3) Classe média aumentos em 24 milhões de pessoas;
4) 32 milhões de pessoas saíram da linha da miséria;
5) Classe C tem mais poder de consumo de A+B juntas. Classe D emergindo e entrando firme no mercado;
6) Salário mínimo foi de US $ 65 para 295 e quebrou a versão de que se aumentasse salário previdência e empresas iriam a falência;
7) Brasil é 3º país no ranqking de investimentos mundiais;
8) Petrobras fará a maior capitalização da América Latina por uma empresa, algo em torno de 25 Bilhões de Dólares, Pré-Sal vira realidade;
9) Contas públicas em ordem;
10) Diminuição da carga de 36,1 para 33,58% do PIB em plena crise;
11) 8ª Economia mundial e perspectiva de ser a 5ª em 5 anos;
12) Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016, abrindo ampla perspectiva de investimentos, obras e empregos;


Muito há que se fazer, dívida social é imensa, falta mais reforma agrária, falta resolver o problema do câmbio, combater a desindustrialização, diminuir impostos, política de inclusão social. Melhorar educação e saúde pública. Mas sem dúvida muito foi feito apesar de todas as dúvidas de 2002.


Original aqui

Vitória de Tarso


Arte criada por Cláudia Cardoso e Eugênio Neves para comemorar a vitória de Tarso governador. Aqui

domingo, 29 de agosto de 2010

"Humor Sem Censura" na visão de Hildegard Angel

Por Hildegard Angel em sua coluna no JB

"Uma passeata, para ser eficiente, tem que ser legítima"

Em boa hora, os humoristas saíram em passeata na Praia de Ipanema para protestar contra a impossibilidade de se fazer piadas políticas em época de eleição. A política, como sabemos, é o filé mignon do humor de qualidade.
MAS ESSE protesto oportuno se descaracteriza e fica comprometido quando dá a entender que a censura se deve ao governo. Não é verdade. A LEI das Eleições, 9.504, data de 1997 e, na minirreforma, ganhou penduricalhos que a “turbinaram”, com substitutivos e emendas no que diz respeito ao humor, cujos autores têm nome: são os deputados, do PCdoB, Flavio Dino, candidato a governador do Maranhão, e Manuela D’Ávila(*correção abaixo). Para essa minirreforma ser aprovada no Plenário da Câmara, os deputados votaram. O TSE apenas cumpre o que está escrito.
ENTÃO, NÃO É Lula, não é Dilma, não é o ministro Lewandowski nem é o Franklyn Martins (conforme menção leviana de um dos humoristas desfilantes). São os nossos congressistas!… E ISSO os humoristas da passeata não disseram, não dizem, muito pelo contrário, querem deixar no ar a idéia de que o governo brasileiro cerceia a atividade do humor.ESSA ATITUDE dúbia, manipuladora, só tira a legitimidade de uma causa que é boa, reduzindo-a a mero instrumento de campanha da oposição.
SE NO Brasil de hoje houvesse censura ao humor, nós não teríamos visto, como vimos, no CQC da última segunda-feira, um humorista dizer que o Eike Batista “faturou” a dona Marisa Lula da Silva, nem o humorista ao lado acrescentar que “dona Marisa vai fazer uma coleira com o nome Eike escrito”. ELES SE referiam à atitude descontraída, perfeitamente natural, de ambos, durante um leilão beneficente que o programa acabara de exibir.
FOSSE UMA ditadura com censura, como a que já tivemos, na mesma hora os estúdios da Band seriam invadidos por um batalhão militar, Marcelo Tas e seus humoristas seriam presos, colocados no pau de arara, teriam a pele esfolada, a unha arrancada, o olho furado e, se dessem sorte, seriam devolvidos depois pra casa com uma coleira de pregos no pescoço. MAS O mais provável é que virassem “comida pra peixe”, como se fazia na época.
E eu não estou fantasiando. Vi e vivi este filme nos anos 70 no Brasil.
POR ISSO, senhores humoristas, façam seus protestos, sim, mas com legitimidade, pra não serem rotulados de humoristas “festivos”, como se usava dizer naquela época negra.
OUTRA COISA que está muito na moda dizer, na linha dessa “campanha do medo”, é que há censura em nossa imprensa.NUNCA ANTES neste país se espinafrou tanto (pra não usar outra palavra) um presidente, sua família, seus ministros e aliados como nesta era Lula. E com total liberdade.
JAMAIS OUVI, por exemplo, em época anterior, num programa de TV, um comentário tão constrangedor como esse do CQC em relação a uma primeira-dama. E não me venham aqui criticá-la, porque ela se dá ao respeito, sim!
NOS ANOS FHC, jamais a imprensa tocou no assunto do filho criança do presidente com uma jornalista, morando ambos num conveniente endereço bem longe, em Barcelona, na Espanha. ESSE SILÊNCIO da imprensa não era apenas uma delicadeza com a primeira-dama. Era também o receio de possíveis retaliações comerciais, judiciais, Lei dos Danos Morais etc e tal. Medo que, curiosamente, este atual governo não inspira a jornalista algum. Agora, me digam: onde está a tão proclamada “censura”?

* A Manuela diz que não é com ela, aqui.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Exclusivo, entrevista com "seu" Eusébio

Parte I
Vargas e Eusébio

Vargas: E matar?
Eusébio: Não tenho coragem, nem consigo pensar, só mato na correria e sem olhar pra trás. Matar é muito triste.
Vargas: O senhor se acha um cangaceiro moderno. Já ouviu falar de Lampião?
Eusébio: Nada. Eu sou da natureza, eu escorrego, voo, rastejo, que nem tu. Só que tu não sabes disso. Lampião não conheço, mas imagino que teria facilidades com ele.
Vargas: Lampião era uma espécie de bandoleiro revolucionário. O sr. é bandoleiro ou revolucionário?
Eusébio: Se queres destruir um guerreiro faze-o pensar sobre isso. Mas eu vou responder, pois tenho "café no bule"!
Eusébio: Eu sou bandoleiro e sou revolucionário, no Mato Grosso, no sopé da Amazônia, nas grotas. Atacamos remessa de lucro dos latifundiários e também imagino um lugar melhor para todos. Sou tão revolucionário quanto tu, a não ser que tu sejas um canalha.
Vargas: Mas o sr não acha que esse tipo de ação só fortalece uma repressão mortal e avassaladora, além de diluir idéias tão nobres?
Eusébio: Nos sertões é só o que funciona. Na ausência do Estado muitas normas são escritas com bravura, até involuntariamente. Ou faz ou morre!
Vargas: O Sr já foi a São Paulo ou Rio de Janeiro?
Eusébio; Só fui a Manaus e não gostei. Não vi humanidade! Meus pés estavam em brasa, não via a hora de voltar.
Vargas: Posso fazer uma pergunta indiscreta?
Eusébio: Tu tens medo de morrer?
Vargas: Tenho.
Eusébio: Eu também! Pode falar!
Vargas: Que porra é essa de viver tipo bicho numa utopia ridícula quase infantil?
Eusébio: Ouvi falar do Saara, imenso deserto, tribos, vidas, morais diversas. É um erro achar que não existem Oásis, extensões, iluminados.
Eusébio: Já posso dizer que a comunidade é imensa, as mulheres são lindíssimas, o amor é direto.
Vargas: Mas vocês andam a cavalo, de carroça, bebem água da chuva, evitam ao máximo o contato com "os homens", é bom viver assim?
Eusébio: Todos que estão aqui vieram por vontade própria, nenhum voltou.
Vargas: Então o sr acha que a humanidade não vale a pena?
Eusébio; Claro que vale! O que vocês vivem não é a humanidade,!Humanidade é muito mais.
Vargas: O sr se acha uma espécie de Robin Wood?
Eusébio: Não sei quem é. Mas se é como buscar a riqueza de quem tem, e esta foi extraída do suor do rosto do trabalho alheio, isso nós somos especialistas.
Vargas: Com a dura e cruel face das nossas polícias se voltando contra o sr e seu bando, quantos anos o senhor acha que vai viver?
Eusébio: Mais do que você! Ninguém nos acha! Nós somos mortos! Ninguém morre duas vezes. Eu vou até os cem anos. O lucro é o nosso armazém, vamos lá, pegamos fartamente e sumimos até a próxima empreitada, nós enfraquecemos o poder. Roubamos e a vida vai passando confortável.
Vargas: Muito obrigado pela entrevista seu Eusébio.
Eusébio: Vocês sabem o que foi acertado?
Vargas: Como assim?
Eusébio: Para sentir a sinceridade nós matamos um da equipe.
Vargas: Mas nós estamos do lado de você! Vamos espalhar a mensagem!
Eusébio: Vale o falar. Depois de falado entra para o inconsciente coletivo e o vento leva, não precisa da fofoca de vocês. Morre um e tá acabado ou morre todos.
Vargas: O senhor sabe que não vamos aceitar um crime desses!
Eusébio: Os criminosos aqui são vocês! A morte só parece ruim. Coragem!
Vargas: Mas como pode querer matar um inocente e ainda dizer que luta por justiça?
Eusébio: Pelo jeito o sr. conhece todos os membros da sua equipe.
Vargas: Sim, conheço.
Eusébio: Incluindo o motorista que lhes trouxe?

Parte II
Cabra Moacir


Vargas: Sim. É o seu Moacir. Nos trouxe até aqui, dois dias de viagem, excelente guia e mateiro.
Eusébio: Pois é, hoje trouxe vocês, há duas semanas trouxe os volantes e as milícias mataram quinze dos nossos, oito mulheres, três crianças e quatro velhos, os únicos que estavam no acampamento, pois estávamos em missão.
Vargas; Mas não é possível! O sr. deve estar enganado. Se ele tivesse feito isso acha que teria peito de voltar aqui?
Eusébio: Se digo que é ele, é ele! Onde boto o olho boto a bala e nunca esqueço uma carranca. Trouxe porque achou que não seria reconhecido, mas já o tinha visto rondando com os puliça e de mais a mais Marleninha sobreviveu. Levou seis balaços e se fez de morta. Marleninha, venha cá! Vargas estremeceu ao ver a mulher com o rosto deformado pelos balaços. É esse o cabra? Perguntou Eusébio. O único olho da mulher lacrimejou, tentou cuspir em Moacir, mas a boca mal costurada só conseguiu babar.
Marleninha: É ele, juro por esse meu olho que a terra há de comer.
Eusébio: Pode ir embora, disse para a mulher que se retirou capengueando.
Eusébio: Como queres morrer, perguntou a Moacir que já tinha uma corda no pescoço e todos os dentes quebrados a coronha de escopeta.
Moacir: Como  homem.
Eusébio: Mas tu não é homem, estás vestido de homem, mas não é homem. Morrerás como mulher. Mulher doente. Morrerás de parto, parto pelo cu.
Vargas: Mas seu Eusébio, isso é um absurdo, serás tão cruel quanto aqueles a quem combate?
Eusébio: Queres fazer companhia ao alcaguete? Vargas engoliu em seco e silenciou.
Eusébio:Amarelinho! Zé Bahia! Gritou o chefe, podem empalar o cabra.


A equipe de reportagem demorou seis semanas para achar o caminho de volta. Todos voltaram com malária dos confins do sertão.

Parte III
O Final

São Paulo, 11 e 16 da manhã, Moacir  atende o telefone

Eusébio: Oi, caboclo.
Moacir: Quem fala??
Eusébio: Zapata, Lampião, Che Guevara, La Marca, Marighella e todos os guerrilheiros urbanos e os assassinados no Araguaia, tu achas que sou ignorante? Já li e continuo lendo mais de seis mil livros e tenho só 54 anos.
Moacir: Seu Eusébio. Poderíamos marcar mais uma entrevista? Eu poderia fazer umas filmagens do senhor e seu batalhão, seria bom, o povo talvez gostasse e...
Eusébio: Não! O povo tá lavado cerebral e nós somos os bandidos e os mocinhos são as corporações, farmacêuticas, de agrotóxicos, armamentos. Todas acobertadas pelos estadunidenses e Israel, Às vezes a comunidade européia acompanha, quando convém. A ONU está completamente desmoralizada e não serve para nada. Nós vamos sumir na selva e abandonar de vez o ideal de um mundo melhor para todos.
Moacir: Mas vocês estão sendo perseguidos, mataram muitos policiais e eles...
Eusébio: E vamos matar todos que aparecerem pelo nosso caminho. De hoje em diante só levamos os ferros , não tem mais rádio, celular, computador, nada que um satélite possa nos localizar. Os índios nos acolhem e não paramos mais e a floresta é imensa. Podem passar cinquenta anos nos procurando.
Moacir: Mas os ideais, a revolução e a conscientização do povo?
Eusébio: Vai para a puta que te pariu. Tu só não morre agora porque estamos no telefone a quilômetros de distância, pois sei que o que queres é reportagem, sabes que nossa luta é suicida e o poder de certo modo já chegou ao povo. Escreve aí: "O capitão Eusébio, filho de Belzebu, conclama a todos os brasileiros a se revoltar contra qualquer tipo de opressão, por menor que pareça ser e se revolte. Assumam o destino de suas vidas e pautem os programas de governo em regiões organizadas. E para os torturadores  e militares aposentados e acomodados com seus crimes, eu aviso, todos se não morrerem antes receberão uma visita kkkkrrrrrrbbbkarrbb....bbbbbbzzzzzzzzzz...
Moacir : Alô, alô, seu Eusébio, seu Eusébio...merda, caiu a ligação.


Parte IV
Sandra e Eusébio






Sandra: Alô!
Eusébio: Quero falar com o Vargas.
Sandra: O Vargas foi demitido e acho que faz bico em um jornal de sindicato.
Eusébio: Com quem eu falo?
Sandra: com a secretária.
Eusébio: E não tem mais jornalista nesta porcaria?
Sandra: Têm. Mas eles enviam as reportagens pelo computador.
Eusébio: Tão tá, mocinha. Vida longa ao seu emprego.
Sandra: Espera! Espera! O sr é aquele?
Eusébio: Aquele quem?
Sandra: Aquele bandido do mato. O Vargas não falava noutra coisa. Até a polícia esteve aqui revistando tudo. É por isso que ele foi para a rua. Torturaram tanto o rapaz...
Eusébio: Que polícia?
Sandra: Ah... não sei! Acho que era Federal misturada com Civil e Militar. Eram todas as polícias. Tinha até helicóptero rondando o prédio da Redação  - Eusébio! Lembrei! O sr é o seu Eusébio, né?
Eusébio: O telefone está grampeado?
Sandra: Que nada! O fixo foi retirado. Este é um celular quer o patrão botou.
Eusébio: Tu és formada em que?
Sandra: Eu fiz Ensino Médio e um curso técnico de Secretariado.
Eusébio: Teu computador tá aberto?
Sandra: Claro que tá! Eu estava falando no facebook com a Rosane.
Eusébio: Então anota aí o que eu vou dizer.
Sandra: Posso lhe entrevistar? É minha quinta secretaria em redações de revistas e jornais.
Eusébio: Como é mesmo teu nome? -Sandra.
Eusébio: Sandra,  pode falar!
Sandra: Jura?
- O sr é matador mesmo? E rouba dos ricos? E “apagou” um colega do Vargas?
-Eusébio: Calma, moça! Respira! Aprendeu nada nestes anos de Redação.
Sandra: Desculpa! Dizem que o morto era alcagueta, né?  - O sr sabe que deram um golpe e derrubaram uma presidenta eleita e puseram uma quadrilha que está vendendo o Brasil e prenderam o maior líder popular, sem provas?
Eusébio: Sim!
Sandra: Como sim? O povo está precisando urgentemente do sr!
Eusébio: o povo brasileiro não sabe o poder que tem.
Sandra: Não entendi!
Eusébio: Tu assistes televisão?
Sandra: Televisão? – Ah! Sim! Pouco. Vejo o jornal da noite, a novela e o programa de domingo.
Eusébio: Olha, menina! Infelizmente eu não vou perder muito tempo contigo. É justamente essa mídia que derrubou a presidenta, botou a quadrilha e prendeu o líder, e é contra ela, o coração do golpe, que devemos atacar.
Sandra: Mas atacar os artistas... ?
Eusébio: Eu te mandei anotar o que eu estou falando e não faça comentários.
Sandra: Desculpa, espera...! O pessoal está me observando. Vou passar para outra sala. A conexão é melhor. Levarei o celular e lá temos computador.
Eusébio: Machucaram muito o Vargas?
Sandra: Olha seu Eusébio. Eu não tive coragem de visitar, mas os colegas que foram disseram que ele ficou cego de um olho.
Eusébio: A justiça fez alguma coisa?
Sandra: Seu Eusébio. O advogado tentou, todos os recursos foram usados e os torturadores não foram nem a julgamento e o Vargas teve de penhorar sua casa com mãe, esposa e dois filhos dentro para pagar as custas judiciais.
Eusébio: Senhorita! Acho que sabes mais do que a maioria, pois se o povo tivesse essas informações que tu tens a elite golpista já estaria pendurada nos postes das grandes cidades.
Sandra: Pendurada nos postes?
Eusébio: Sim! É sempre assim que a história termina.
Sandra: Verdade?
Eusébio: É garota! E essa História vai terminar muito antes que os ladrões, assassinos e lesa-pátria imaginam.
Sandra: Ai... seu Eusébio!  Eu não gosto de violência! Mas esse golpe deixou meu companheiro desempregado, vizinhos perderam suas casas, até o armazém do seu Manoel foi vendido.
Eusébio: E como vocês podem perder todos os direitos trabalhistas, assistir as riquezas nacionais serem entregues a “preço de banana” para o poder profundo e ainda ir para casa assistir à novela e puxar o saco do patrão no outro dia, bem cedinho?
Sandra: Eu não puxo saco do patrão! Odeio esse homem!
Eusébio: Estou fazendo uma analogia. Quando digo isso, não só a ti, digo à população do país. Foi um prazer falar com a moça. Em breve, todos esses que ora nos saqueiam, conhecerão o peso da mão nuclear de Eusébio Gomes da Cruz!
Sandra: Alô...? Alô... ? Seu Eusébio? Que peso? Que nuclear? Alô...? Alô...? Merda! Merda! Só acontece comigo! Bem... Uhhhhh... Uhhhhh... Fiz minha grande entrevista! –Reginaldo!... Reginaldo!